Nós Somos...

Nós Somos...

Por todas as vidas que um dia conhecemos e de alguma forma ajudamos a Recuperar.Por todos aqueles que nos apoiam e sempre nos apoiaram de alguma forma, provando que também acreditam na Recuperação.Por todos amigos que fizemos, que estiveram e que ainda estão conosco nesta árdua caminhada.Por um mundo sem o flagelo de uma grande infelicidade, que assola a humanidade nos dias de hoje e que se chama “DROGA”.Por todos aqueles que partiram sem vislumbrar a Luz da Recuperação.Por toda ESPERANÇA, todo AMOR e toda em um mundo LIMPO, onde prevalecerá a dignidade e o respeito pela vida.

Por Hoje... e Só por Hoje;

Somos a Raios de Sol; sempre acreditando que Viver, Vale a Pena!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

NOSSOS IRMÃOS BAIANOS CONVIDAM!


1ª CBNA – 22, 23 e 24 de Março de 2013
Caros Companheiros de NA, Com imenso prazer, 
estamos lançando, 
a 1° Convenção Baiana de Narcóticos Anônimos, 
e gostaríamos de apresentá-los ao nosso evento. 

O Evento será realizado nos dias 22, 23 e 24 de Março 2013. 
No Resort Costa dos Coqueiros, Imbassaí (BA).
Estamos trazendo a proposta de um Evento 
Maravilhoso, 
que pretende proporcionar aos participantes, 
um mergulho 
na troca de experiências. O local escolhido 
para realização 
do Evento tem um acesso fácil, estando localizado 
a 64 km 
do aeroporto de Salvador e 10 km da Praia do Forte. 

O local é paradisíaco e ao mesmo tempo propício 
ao encontro com a espiritualidade. 

O Evento é aberto a adictos e familiares, o 
local também 
oferece espaços onde todos poderão desfrutar 
de paz 
e tranqüilidade, com espaço para caminhadas 
a beira Mar 
e Rio juntos, Piscina, Sala de Jogos, Quadra 
de Vôlei/Futebol, 
Espaço Coberto, Restaurante...além de atividades 
extras que serão logo mais divulgadas. 

Se inicia na sexta e tem o término no domingo. 
Para tentar preservar o espírito da Convenção, 
optamos por não oferecer inscrições externas. 
Contamos com uma equipe de hospitalidade 
que estará 
lhes recepcionando e orientando sempre que 
solicitado. 

O Evento não tem fins lucrativos e estamos 
focados 
na espiritualidade e troca de experiências. 

As inscrições podem ser feitas através de 
deposito na 
conta informada em nosso cartaz – Bradesco, 
Agência: 3651-0, conta poupança 1001167-1 
ou entrando 
em contato com nosso endereço de 
e-mail tesoureiro@1acbna.com.br. 

Esperamos a presença de muitos companheiros, 
sendo que 
estamos captando oradores em toda 
comunidade de NA. 
Estaremos de braços abertos para receber a 
todos que 
desejarem se juntar a nós para viver estes 
bons momentos.
FONTE: http://www.1acbna.com.br 
NARCÓTICOS ANÔNIMOS BAHIA

segunda-feira, 30 de abril de 2012

UMA GRANDE SAUDADE!!! PRA RELAXAR...NÃO DEIXE DE LER!

Uma saudade!

Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé.
Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras.
Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga?

A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança...
Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam....
era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa..
A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...
Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa.
Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades  enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir?
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!


AUTOR: José Antônio Oliveira de Resende, Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei