Nós Somos...

Nós Somos...

Por todas as vidas que um dia conhecemos e de alguma forma ajudamos a Recuperar.Por todos aqueles que nos apoiam e sempre nos apoiaram de alguma forma, provando que também acreditam na Recuperação.Por todos amigos que fizemos, que estiveram e que ainda estão conosco nesta árdua caminhada.Por um mundo sem o flagelo de uma grande infelicidade, que assola a humanidade nos dias de hoje e que se chama “DROGA”.Por todos aqueles que partiram sem vislumbrar a Luz da Recuperação.Por toda ESPERANÇA, todo AMOR e toda em um mundo LIMPO, onde prevalecerá a dignidade e o respeito pela vida.

Por Hoje... e Só por Hoje;

Somos a Raios de Sol; sempre acreditando que Viver, Vale a Pena!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
O Diferencial é a Flexibilidade

O livro de Frederich B. Glaser: "As origens da Comunidade Terapêutica sem drogas: uma história retrospectiva", defende a idéia de que elas existem há mais de dois mil anos.

Uma comunidade de essênios em Qumran, que reunia pessoas com "problemas da alma" (temores, angústias, descontroles emocionais, paixões desvairadas), tinha uma "Regra da Comunidade" ou "Manual de disciplina", muito parecido com as normas existentes em nossas Comunidades Terapêuticas.
Mais tarde movimentos registrados na Inglaterra e nos E.E.U.U. (Grupos Oxford, A.A., Sijnanon e Day Top), apresentavam todos uma clara motivação ética e espiritual e, até hoje, influenciam uma parcela considerável de Comunidades Terapêuticas em todo o mundo. Em 1953 o psiquiatra escocês Maxwell Jones propôs o que foi denominada de "3ª Revolução na Psiquiatria". 
A Comunidade Terapêutica proposta diferia em tudo dos hospitais psiquiátricos então existentes. Estes apresentavam uma estrutura rigidamente hierarquizada e que atuava de modo autocrático. Havia muito pouca comunicação entre as pessoas dos diferentes níveis e uma passividade dos internos, mantidos na ignorância do que se passava ao seu redor e, principalmente, em relação ao seu tratamento.

A proposta de Maxwell Jones, realmente revolucionária, era a de democratizar essa estrutura diminuindo drasticamente a separação entre os diferentes níveis, estimulando a comunicação entre todos os membros, incluindo todos (inclusive o ambiente) no processo terapêutico, fazendo com que os internos participassem da condução do dia-a-dia da Comunidade. As Assembléias Gerais com a participação dos internos, todos com o direito de perguntar e de expor suas idéias, garantiam a manutenção dos objetivos propostos.

Os resultados alcançados foram bons, mas a prática indicou algumas correções de rumo, sem prejuízo das diretrizes básicas. Maxwell Jones havia ressaltado a participação ativa dos internos na própria terapia, a comunicação social democrática e igualitária, o envolvimento de sentimentos, permitindo a redução de tensões sociais.

Elena Goti, em 1997, lembrando que a CT não se destina a todo tipo de dependente, diz que ela deve ser aceita voluntariamente e que o residente é o principal ator de sua cura, ficando a equipe com o papel de proporcionar apoio e ajuda.
George De Leon, em 2000, enfatiza que a CT é uma abordagem de auto-ajuda, fora das correntes psiquiátricas, psicológicas e médica. Fala sobre a natureza terapêutica de todo o ambiente, sobre sua grande flexibilidade, no enfoque da pessoa como um todo e diz que é um processo a longo prazo, que deve resultar em mudança pessoal e no estilo de vida. Finalmente, adverte sobre o perigo de serem introduzidas práticas que contrariem a essência da proposta da CT.

A Comunidade Terapêutica para o dependente químico, graças à sua grande flexibilidade tem sido adotada em países com diferentes formas de governo, de culturas diversas, de vários graus de desenvolvimento e de religiões diferentes. Quando seus princípios básicos são respeitados os resultados obtidos são bons, o que explica sua multiplicação constante em todos os continentes.

FONTE:
http://www.febract.org.br/
Bibliografia Básica
1. DE LEON, George. A Comunidade Terapêutica: Teoria, Modelo e Método. Ed. Loyola, 2003;
2. FEBRACT. Drogas e Álcool - Prevenção e Tratamento. Ed. Komedi, 2001;
3. GOTI, M.E. La Comunidad Terapéutica - Um desafio e la droga. Ed. Nueva Vision, 1990.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

RAIOS DE SOL ADQUIRIU CERTIFICAÇÃO FEDERAL



Há quase dez anos salvando vidas, exercendo o “Décimo Segundo Passo”, devolvendo alegria às famílias, trazendo seres humanos de volta a vida e provando que Viver, Vale a pena; a Família Raios de Sol está comemorando uma importante conquista!
Por toda seriedade e eficiência na “guerra” contra a “maldição do século”, por sua excelente qualidade de atendimento, por seus altos índices de recuperação, por trabalhar de forma honesta e transparente dentro de toda legalidade exigida pelos órgãos Municipais, Estaduais e Federais; a Raios de Sol agora está certificada pelo Governo Federal a atender todos e quaisquer órgãos governamentais e autarquias públicas, no Brasil e também no Mundo!
Esta Certificação comprova que todo trabalho feito com amor e dedicação premia a quem prima pelo amor, honestidade e lisura, qualidades inerentes a Família Raios de Sol desde a fundação da Comunidade.
E o trabalho árduo não pode parar; principalmente agora que a preocupação e responsabilidade aumentam diante desta importante conquista.

Raios de Sol, com amor, honestidade e transparência, a quase Dez Anos provando que Viver, Vale a Pena! 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ADICTO - DEPENDENTE - USUÁRIO - VICIADO
É TUDO IGUAL?
         
         Teoricamente estes termos citados acima e outros não relacionados significam, na linguagem popular, a mesma coisa.
         Salvo em situações que estas e outras sejam usadas com designação de duplo sentido para se relatar fatos ou coisas distintas.
         O termo mais usado pela maioria de quem se encontra em recuperação, e que polemicamente discordam, é a palavra “ADICTO”; usada erroneamente para rotular quem vive ou viveu no “mundo” das drogas ou conexos.
         Se diz que este termo é usado erroneamente porque, uma vez estando fora da rotina do uso de drogas, a mente tem que trabalhar a recuperação como algo que não faz mais parte dessa rotina. Adicção é o vício, e geralmente está relacionado com drogas ilícitas e seu uso; conseqüentemente adicto é quem está no uso.
         Pois bem; é necessário se fazer saber que seu subconsciente é um armazenador de informações, e que posteriormente ele vai transmitir, indiretamente estas mesmas informações para seu consciente; é como diz um dito popular, “a gente é aquilo que a gente come”, assim como “a gente é aquilo que a gente pensa”.
        O uso do termo “adicto” por vezes repetido incute de forma inconsciente no subconsciente de quem se auto intitula, ou a alguém a quem intitulam, a idéia de que a pessoa é um usuário/viciado/dependente-ADICTO em atividade, causando uma sensação de conforto no tocante a sê-lo; causando também dificuldade e resistência ao abandono da pática do uso. Bem, se está em recuperação, se abandonou a rotina da adicção, se deixou de usar drogas, e isto serve também para casos do alcoolismo; o correto é que se alimente o subconsciente com a idéia de que não fazem mais parte daquela “vida”; ou seja, não é mais um adicto, mas, sim, correta e beneficamente que é um ADICTO EM RECUPERAÇÃO.
         Isso pode gerar atá uma certa polêmica, ou gerar dúvidas para quem está acostumado e usa de forma muito banal o termo Adicto. É compreensível; já que isto se tornou tão comum, que até mesmo quem tem consciência da lógica de uso correto do termo, acaba se confundindo. No entanto, a “doença” do uso das drogas e alcoolismo, da qual todos que um dia foram acometidos e se recuperam ou, desgraçadamente, aqueles que ainda não entraram em recuperação; precisam adiquirir consciência e a certeza de que é uma doença incurável, e que a vigilância terá que ser eterna. 
         Por isso se diz que, beneficamente, há de se usar todas e quaisquer armas em favor da recuperação; e uma das maiores e melhores delas é trabalhar a própria mente para que se possa prosseguir em uma vida normal, curtindo esta recuperação, e aproveitando a felicidade de se viver em um mundo limpo, consciente, sem drogas ou artificialidade; ou seja, viver a realidade e a vida de forma plena, liberta de coisas que um dia entraram na vida do adicto para a destruição e infelicidade.

         Se você é um dos que não faz mais parte daquele mundo infeliz das drogas ou alcoolismo, se está em recuperação sendo um vencedor, exerça o Décimo Segundo Passo, leve a mensagem; sempre firme no propósito de seguir em frente. 
         Seja você também um grande exemplo de que ser um ADICTO EM RECUPERAÇÃO é a prova que Viver, Vale a Pena!

TEXTO E FORMATAÇÃO: Enivaldo Nery