Nós Somos...

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Por todas as vidas que um dia conhecemos e de alguma forma ajudamos a Recuperar.Por todos aqueles que nos apoiam e sempre nos apoiaram de alguma forma, provando que também acreditam na Recuperação.Por todos amigos que fizemos, que estiveram e que ainda estão conosco nesta árdua caminhada.Por um mundo sem o flagelo de uma grande infelicidade, que assola a humanidade nos dias de hoje e que se chama “DROGA”.Por todos aqueles que partiram sem vislumbrar a Luz da Recuperação.Por toda ESPERANÇA, todo AMOR e toda em um mundo LIMPO, onde prevalecerá a dignidade e o respeito pela vida.

Por Hoje... e Só por Hoje;

Somos a Raios de Sol; sempre acreditando que Viver, Vale a Pena!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

ENQUANTO HÁ VIDA HÁ ESPERANÇA... ''Tem saída. Vale a pena lutar''

(PUBLICADO EM 16 de fevereiro de 2011 | 0h 00)
Flávia Tavares - O Estado de S.Paulo

A suposição de que, uma vez usuário de crack, o dependente químico se torna irrecuperável é desmontada, a duras penas, por aqueles que superam o vício. O caminho doloroso da luta contra a droga tem como combustíveis alguns fatores básicos: uma enorme e incorruptível força de vontade, o apoio da família do dependente, o reencontro com a auto-estima e com uma atividade profissional estimulante e, muitas vezes, com a espiritualidade.
Alex de Oliveira, de 37 anos, é um dos ex-dependentes estudados pela Unifesp. Abstinente desde 1997, ele começou a usar drogas aos 15 anos, em 1989. Foi escalando da cola para a maconha e para a cocaína, até chegar ao crack, que fumou por dois anos. Chegou a ser detido algumas vezes por roubos e furtos para comprar as pedras. Passou por uma internação no Hospital Geral de Taipas, mas recaiu. Só ao se internar em uma instituição evangélica em Caçapava, no interior paulista, começou a se sentir pronto para largar o vício.
"Lá havia trabalhos manuais, eu carpia grama, isso foi importante para mim", diz o hoje arquiteto. "Mas a força de vontade e o apoio da minha família foram fundamentais. E a fé também." Alex trabalha com decoração e há três anos também parou de beber. "É importante que o usuário saiba que o crack tem saída, sim. Vale a pena lutar para viver", conclui.
Uma dessas portas de saída está nas instituições e clínicas que fazem o atendimento a dependentes químicos. A Horto de Deus, em Taquaritinga, por exemplo, tem hoje, entre seus 35 internos, 23 viciados em crack e já recebeu usuários de todo o País. A direção não tem números sobre a taxa de recuperação dos pacientes. Mas Léo de Oliveira, diretor de tratamento, acredita que seja razoavelmente alta. "Nosso controle é a rede informal de informações que os ex-usuários formam", explica. "Quando alguém recai ou morre, logo alguém fica sabendo e nos conta."
Oliveira explica que o tratamento na instituição tem quatro pilares principais. O primeiro parte do princípio que a dependência química é uma predisposição genética e, por isso, precisa ser tratada nos âmbitos científico e comportamental. "É basicamente o tratamento dos efeitos físicos e psicológicos da droga." O segundo é o da disciplina. "Aqui temos horários e regras para tudo, para que o paciente volte a entender a importância da rotina."
Caráter. O terceiro pilar do tratamento é a laborterapia. Oliveira acredita que é preciso que o dependente reencontre o amor ao trabalho, a uma atividade produtiva. Por fim, há o fator espiritualidade. "Não se trata de religião. Mas de a pessoa descobrir ou redescobrir os valores do caráter, da retidão moral e da ética, normalmente perdidos com o uso prolongado das drogas." O cuidado com o dependente é associado a um cuidado com a família, que também "fica doente". Mas Oliveira concorda com Alex: "Se a pessoa realmente quer parar com o crack, ela consegue, sim." 
FONTE: JORNAL "O ESTADO DE SÃO PAULO"

quarta-feira, 30 de maio de 2012

INFORME-CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE-SECRETÁRIA DE SAÚDE DE VINHEDO-SP

VIGILÂNCIA AMBIENTAL EM SAÚDE


         A Vigilância Ambiental em Saúde é um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente e que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de riscos ambientais, relacionados às doenças ou outros agravos à saúde.
            A atuação da Vigilância em Saúde, em todos os níveis de governo, requer articulação constante com os diferentes órgãos institucionais, privados e com a comunidade, para que as ações integradas sejam implementadas de forma eficiente para assegurar que os setores assumam as suas responsabilidades de atuar sobre os problemas de saúde e de ambiente em suas respectivas áreas.
            A Vigilância Ambiental em Saúde tem como universo de atuação todos os fatores ambientais de riscos que interferem com a saúde humana e as inter-relações entre o homem e o ambiente.
            A vigilância dos fatores de riscos não biológicos fica desmembrada em cinco áreas:
            1. Contaminantes ambientais:
            Propõe-se nesta área o mapeamento de áreas de risco em determinado território, mantendo a constante vigilância dos contaminantes de forma a minimizar os riscos de doenças decorrentes da exposição aos mesmos, quer seja na atmosfera, coleções hídricas ou no solo. A vigilância dos fatores de risco relacionados aos contaminantes caracteriza-se por uma série de ações, compreendendo a classificação de fontes de contaminação e modificações no meio ambiente que se traduzam em risco à saúde.
            2. Qualidade da água para consumo humano

            A vigilância da qualidade da água para consumo humano é uma atribuição do Setor de Saúde há mais de três décadas e consiste um conjunto de ações a serem adotadas pelas autoridades de saúde pública, visando garantir que a água consumida pela população atenda ao padrão e normas estabelecidas na legislação vigente. As atividades da vigilância devem ser rotineiras e preventivas, sobre os sistemas e soluções alternativas de abastecimento de água, a fim de garantir a redução de enfermidades transmitidas pela água de consumo humano.
            A Portaria MS nº 518, de 25 de Março de 2004, estabelece que o controle  da água é de responsabilidade de quem oferece o abastecimento coletivo ou de quem presta serviços alternativos de distribuição. No entanto, cabe às autoridades de saúde pública, das diversas instâncias de governo, a missão de verificar se a água consumida pela população atende às determinações dessa portaria.
            3. Qualidade do ar
            Na área de qualidade do ar, é de interesse o mapeamento e o cadastramento das principais áreas de risco de poluição do ar, em particular nas áreas metropolitanas, identificando a existência e a necessidade de monitoramento da qualidade do ar. O monitoramento deverá dar prioridade a substâncias químicas e a agentes físicos de comprovado ou suspeito efeito nocivo à qualidade da saúde humana.

            4. Qualidade do solo
            Na área de vigilância da qualidade do solo o objetivo maior é o mapeamento e o cadastramento das áreas de contaminação ambiental da superfície e do subsolo terrestre, que tenham potencial de risco à saúde humana, especialmente as áreas de resíduos perigosos e tóxicos. Busca-se ainda identificar sistemas de monitoramento destas áreas para identificar, caracterizar, quantificar, cadastrar e monitorar substâncias, especialmente aquelas que afetam a saúde humana. 
            5. Desastres naturais e acidentes com produtos perigosos
            Na vigilância e prevenção de desastres naturais, são enfatizados os riscos e efeitos à saúde decorrentes de eventos relacionados a inundações e incêndios em vegetações. Acidentes com produtos perigosos são eventos ou situações perigosas provocadas por acidentes de substâncias, que envolvam riscos para a saúde humana ou para o meio ambiente. As atividades de vigilância e prevenção são articuladas com as instituições que atuam com prevenção, preparação para emergências e respostas aos acidentes químicos, além da interação com a rede de laboratórios  de saúde pública e a inter-relação com as ações de saneamento em situações de emergência, visando o controle ou a eliminação dos riscos.  
REFERÊNCIAS: Portaria MS nº 1.172/2004 e Instrução Normativa MS nº 1 de 07/03/2005

FONTE: CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE-SECRETÁRIA DE SAÚDE DE VINHEDO-SP