Nós Somos...

Nós Somos...

Por todas as vidas que um dia conhecemos e de alguma forma ajudamos a Recuperar.Por todos aqueles que nos apoiam e sempre nos apoiaram de alguma forma, provando que também acreditam na Recuperação.Por todos amigos que fizemos, que estiveram e que ainda estão conosco nesta árdua caminhada.Por um mundo sem o flagelo de uma grande infelicidade, que assola a humanidade nos dias de hoje e que se chama “DROGA”.Por todos aqueles que partiram sem vislumbrar a Luz da Recuperação.Por toda ESPERANÇA, todo AMOR e toda FÉ em um mundo LIMPO, onde prevalecerá a dignidade e o respeito pela vida.

Por Hoje... e Só por Hoje;

Somos a Raios de Sol; sempre acreditando que Viver, Vale a Pena!

domingo, 24 de abril de 2022

 

                                                                               ACESSEM NOSSO NOVO WHATSAPP

                      19 97111-7100


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

RAIOS DE SOL COM NOVOS CANAIS DE CONTATO

A RAIOS DE SOL ESTÁ COM NOVOS CANAIS DE CONTATOS,
À SUA DISPOSIÇÃO PARA MELHOR LHE ATENDER!


Fixo  (0**19) 3826-4849
Claro (0**19) 98916-1372
Vivo  (0**19) 97160-5246-(Whatsapp)

Guarde na sua agenda!
Compartilhe!
Nunca se sabe quando iremos precisar; ou ajudar a salvar uma vida!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

NOSSO NOVO SITE JÁ ESTÁ NO AR!!!

É com muita satisfação e alegria que estamos lançando nosso novo site.
Mais dinâmico e interativo, você poderá acessar nosso site em qualquer lugar do Mundo, em seu computador, tablet ou smartphone.
O endereço é : 


Acesse agora e conheça um pouco mais da nossa Comunidade Terapêutica Raios de Sol; interaja com a gente também pelo nosso site, deixe sua mensagem, clic no link para curtir, veja as fotos das nossas novas instalações e muito mais.
Acesse agora, estamos te esperando de braços abertos; afinal, com a Raios de Sol
VIVER, VALE A PENA!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

VIDAS DESTRUÍDAS; ATÉ QUANDO?

DADOS SOBRE O USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS NO BRASIL

O assunto é contemporâneo; e cada vez mais vemos pessoas envolvidas ou vidas destruídas.
A pergunta é: Até quando?
Milhões de pessoas já se encontram na dependência ativa; bilhões de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente.
Não existe mais esse ou aquele que possa dizer: "Não é problema meu"...
DROGAS E ALCOOLISMO, um mal que já é parte da vida de todo mundo; Educação e Informação podem ser armas fundamentais nessa "guerra silenciosa". Porém, "FELIZMENTE!", já se percebe uma mobilização mundial na direção de se enfrentar o problema e também pela busca de soluções.
CABE UM ALERTA
 Bebida alcoólica continua sendo a mais mortal e perigosa dentre todas as outras espécies de drogas.

Observem o resumo de alguns dados interessantes e atualizados sobre uso das três mais populares, e mais consumidas, substâncias no Brasil.

O LENAD (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas) é um levantamento realizado pelo INPAD (Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas) da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo); financiado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
A segunda LENAD foi realizada escolhendo aleatoriamente indivíduos com 14 anos ou mais de todo território brasileiro. Um total de 4.607 entrevistados responderam sigilosamente a um questionário padronizado com mais de 800 perguntas que avaliaram o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados com o uso problemático, como depressão, suporte social, saúde física, violência infantil e doméstica entre outros.
Os dados a seguir foram retirados do site do INPAD, e representam alguns resultados preliminares do LENAD. Confira aqui o estudo na íntegra >> 

ÁLCOOL

Hábitos de consumo

  • 64% dos homens e 39% das mulheres adultas relatam consumir álcool regularmente (pelo menos 1x por semana).
  • Efeitos prejudiciais de beber

    • 32% dos adultos que bebem referiram já não ter sido capaz de conseguir parar depois de começar a beber.
    • 24% ainda acha que não tem problema dirigir quando se está apenas começando a sentir os efeitos da bebida alcoólica.
    • 25% da população geral relata sintomas de depressão. Entre bebedores problemáticos (consomem 6 ou mais doses por ocasião), este percentual passa para 41%.
    • 5% da população brasileira já tentou o suicídio. Dentre estes, 24% relataram ser relacionados ao consumo de álcool.
  • MACONHA

    Hábitos de consumo

    • 7% da população adulta já experimentou maconha na vida.
    • 3% da população adulta relatou uso de maconha no último ano.
    • Quase 4% da população dos adolescentes já usou maconha pelo menos uma vez na vida, e a taxa de uso no último ano foi de 3% (mesma prevalência encontrada na população adulta).
    • Quase 40% dos adultos usuários de maconha são dependentes.
    • 1 em cada 10 adolescentes que usa maconha é dependente.
    • Mais da metade dos usuários experimentaram pela primeira vez antes dos 18 anos.
    • 17% dos adolescentes que usaram no último ano conseguiram maconha na ESCOLA.
  • COCAÍNA

    Hábitos de consumo

    • Quase 4% da população adulta já experimentaram alguma apresentação de cocaína na vida. Este índice foi de 3% entre adolescentes.
    • No último ano, a prevalência de uso dessa droga atingiu 2% dos adultos e 2% dos adolescentes.
    • A cocaína usada pela via intranasal (cheirada) é a mais comum, já tendo sido experimentada por 4% dos adultos, enquanto 2% a usou desta forma no último ano.
    • Quase metade dos usuários (45%) experimentaram cocaína pela primeira vez antes dos 18 anos de idade.
    • A percentagem de usuários de cocaína se mantém constante entre as regiões (Norte=1,9%; Nordeste= 2,1%; Sudeste=2,2% e Centro-Oeste=2,6%), com a exceção da região Sul que apresenta o menor índice (0,7%).
    • Nosso país representa o segundo maior mercado de cocaína do mundo quando se trata de número absoluto de usuários.
    • O Brasil representa 20% do consumo mundial e é o maior mercado de crack do mundo.
VIVER, VALE A PENA; E VOCÊ TAMBÉM PODE AJUDAR A PROVAR ISSO. 
DEPENDÊNCIAS LÍCITAS E ILÍCITAS, DIGA "NÃO"!!!


INFORMAÇÕES COMPLETAS E DETALHADAS CLICK:


terça-feira, 11 de agosto de 2015

DEZ ANOS DE RECUPERAÇÃO


Quem de nós em 10 anos passados nunca viu ou ouviu alguma coisa a respeito de drogas ou alcoolismo?
Em dez anos de existência, a Raios de Sol conheceu e viveu inúmeras histórias. Muitas histórias tristes inicialmente, ou de infelicidade; mas, que graças ao Poder Superior se transformaram em lindas histórias de Vida, de alegria, de FELICIDADE e RECUPERAÇÃO.
São Dez Anos muito felizes que se completam com o orgulho de índices extremamente positivos!
Não há muito que se falar, só muito a comemorar; olhar para trás e recordar momentos maravilhosos, lembrar de pessoas ímpares que por aqui passaram, e que marcaram nossas vidas, que nos ajudaram a persistir, a acreditar.
Não podemos ser parciais dizendo nomes, pois cometeríamos injustiça com alguém que com certeza esqueceremos de mencionar; e assim, pretendemos, então, apenas estender um abraço fraterno no coração de cada um, que por aqui passou, que conosco conviveu, que nos ajudou, que com a Raios de Sol riu, chorou, comemorou; e que tem em sua memória pessoal uma verdadeira Lição de Vida, que nos é ensinada a cada ano, a cada dia, a cada minuto de RECUPERAÇÃO.
E é de RECUPERAÇÃO que constantemente falamos, é de RECUPERAÇÃO que eternamente vivemos; pois, todos nós, dependentes ou não, "recuperandos" ou familiares destes, ou ainda as chamadas "pessoas comuns" que não foram felizmente acometidas com a "doença" da adicção ou do alcoolismo, mas, que com certeza também tem algo a aprender, a consertar, a ajustar, a viver uma RECUPERAÇÃO.
RECUPERAÇÃO; uma linda palavra que expressa um dos mais nobres sentimentos do Ser Humano, o Perdão. Porque RECUPERAR é resgatar, é perdoar ou se perdoar, é aproveitar nova chance, é renascer, reviver, é voltar a ser FELIZ!
Agradecemos ao PODER SUPERIOR a benção de um dia a Raios de Sol ter nascido e caminhado até hoje; e pedimos Suas Bençãos para que essa caminhada seja infinita; e que cada vez mais conquistemos amigos e vitórias. E para que nosso coração e nossas portas estejam sempre abertas para seguirmos, SÓ POR HOJE, em busca de Eterna RECUPERAÇÃO, ajudando a provar que Viver, Vale a Pena!

QUE O PODER SUPERIOR NOS CONCEDA

SERENIDADE PARA ACEITAR AS COISAS QUE NÃO PODEMOS MODIFICAR;

CORAGEM PARA MODIFICAR AQUELAS QUE PODEMOS,

E SABEDORIA PARA RECONHECERMOS AS DIFERENÇAS.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

EXEMPLO EXPERIÊNCIA ATITUDE

DIÁRIO DA DESINTOXICAÇÃO / 52 DIAS SEM ÁLCOOL

A EMOCIONANTE CAMINHADA DE TICO SANTA CRUZ 



São 4 e pouco da manhã e escolhi vir para o meu quarto do hotel tentar descansar um pouco. A festa continuou, mas estou melhor aqui. Nesse momento é isso que quero viver e é o que me cabe.
Algo mudou nesses dois dias que passaram. Consegui fazer os shows e me divertir, de uma forma diferente mas não menos divertida. Acredito que tenha encontrado uma equalização que esteja me proporcionando essa sensação boa.
Já tem 52 dias que não uso nada. Em 52 dias vim percebendo muitas questões que estavam passando pela minha vida e não parava para reparar. Mas não sinto absolutamente nenhum arrependimento, nem por ter vivido as coisas que vivi e nem por ter optado por dar um tempo e mudar um pouco a lente de visão do que me cerca.
Muitas pessoas vem me falar que estão acompanhando esse diário. Muitas outras dizendo que passaram a buscar também, junto comigo, essa percepção de que vale a pena equilibrar um pouco o organismo, o espírito, o comportamento, para se buscar uma qualidade de vida melhor. Muito mais gente que imaginava.
Me param nas ruas, na academia, após os shows e perguntam se tenho conseguido me manter limpo e acho que por si só minha expressão física demonstra a realidade.
Um amigo me falou hoje "o legal de você estar colocando isso publicamente é porque você não está falando para as pessoas o que elas devem fazer, você está fazendo" - isso foi uma observação muito interessante. Ainda mais num mundo onde as pessoas estão sempre falando mais do que fazem. Fiquei pensando sobre isso e me deu ainda mais vontade de seguir fazendo o que realmente falo, sempre fui assim…
O meu editor sugeriu que eu escrevesse um livro sobre este processo, mas fiquei com medo de que isso pudesse gerar nas pessoas um sentimento de cobrança depois. Se por ventura em algum momento eu decidir voltar a beber, alguns pudessem interpretar isso de forma equivocada.
Então eu decidi rascunhar algo sobre como comecei a me relacionar com estas questões desde a minha adolescência.
Sobre como meus pais lidavam com isso. Sobre nossos diálogos, o conhecimento que recebi, a percepção que me foi passada, sem hipocrisias, sem culpas, sem chavões que nublam mais do que esclarecem essas relações, com álcool e drogas em geral.
Fui lembrando de um monte de histórias e ainda estou registrando isso. Não é uma biografia, pois minha vida não se resume a estes fatos. Tão pouco se parece com alguns livros de outros artistas que já li, pois eles precisaram chegar ao fundo do poço para entenderem que é preciso ter cuidado, consciência, disciplina e responsabilidade para lidar com as consequências de suas escolhas. Eu nunca precisei chegar no fundo do poço para perceber isso.
Creio que muito das abordagens dadas a este assunto sempre se tornam de alguma forma depoimentos de gente arrependida, com lições de moral, um desejo de pregação do que é certo e do que é errado e uma coleção de momentos ruins que estão diretamente ligados com os exageros sem limites.
Minha função está longe de ser esta.
Talvez o que eu escreva sirva para uma pessoa que queira se observar e escolha dar um tempo com relação ao que considere exagero. Talvez essa pessoa não consiga parar um pouco porque não se permite pensar que as coisas possam ser apenas por algum tempo - quando alguém gosta muito de algo e dizem que ela precisa parar para sempre, isso pode assustar e fazer com que o indivíduo não experimente a pausa. E talvez quando essa pessoa se permita experimentar esse intervalo ela perceba mais na frente que não quer mais voltar a cometer exageros, talvez algumas decidam até em parar definitivamente.
Mas como sempre preciso deixar claro, isso não serve para dependentes químicos. Dependentes químicos precisam de TRATAMENTO acompanhado por profissionais e antes de qualquer coisa, precisam perceber e desejar a ajuda, caso o contrário de nada adiantará qualquer esforço.
Então com quem estou falando?

Estou falando com você que não é dependente químico, mas que vem exagerando e vem sentindo que o corpo está dando sinais de excesso.
Na semana passada refiz meus exames de sangue. No início do meu processo de desintoxicação, meu médico verificou que meu rim estava prejudicado. Não estava atuando com a capacidade de filtragem adequada.
Quando é que eu descobriria isso se não tivesse escolhido me olhar um pouco melhor?
Talvez muitas pessoas estejam com problemas reversíveis mas nem tenham se dado conta de que precisam fazer estes exames. Não é raro que só percebam o dano depois que ele já está em estágio avançado.
Pois bem, meu rim estava com a creatinina alta, por conta não só do ÁLCOOL, mas porque eu usava uma suplementação para poder me exercitar na academia e essa suplementação também causa danos.
Tem muita gente forte, bonita, sarada, usando um monte de coisas e nem sabe como isso rebate dentro do organismo.
Parei de fazer uso dessa suplementação e meu médico mudou para outras substâncias que poderiam me ajudar a treinar de forma adequada. O fato de ter parado de beber por esse tempo também colaborou e agora no último exame que fiz o resultado saiu melhor. Voltei para o nível saudável, mas ainda preciso manter isso por algum tempo, então resolvi que não vou ficar só 90 dias, vou ficar o tempo que eu achar que estou bem sem precisar de nada. E quando decidi retornar com o que eu quiser fazer uso, que seja de uma forma diferente da de antes.
Isso só saberei quando resolver que vale a pena e que estou pronto para lidar com essa nova postura.
Não quero em momento algum com meus relatos fazer algum tipo de apologia a drogas, álcool, loucuras e diversões que muito me entreterão. Mas não vou agir como um hipócrita que vive negando os prazeres que teve com o que usou.
Eu assumo que existem muitos prazeres, mas reconheço que as consequências podem ser desastrosas sem consciência e equilíbrio e acho essa visão mais justa com quem está lendo do que culpabilizar ou criminalizar aquele que faz uso.
Continuarei meus relatos e seguirei escrevendo o rascunho do que pode vir a ser um livro, mas só publicarei se estiver muito certo de que de fato isso possa ajudar outras pessoas. Não tenho interesse nenhum em fazer sensacionalismo com esse assunto.
São 5 horas da manhã, VOU ME DEITAR, TRANQUILO, LIMPO, SÓBRIO, LÚCIDO E CONSCIENTE de que encontrei uma equalização que me diverte nesse momento e nela seguirei adiante…


FONTE: 

www.facebook.com/vencendooalcoolismo.com.br

sábado, 14 de fevereiro de 2015

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
O Diferencial é a Flexibilidade

O livro de Frederich B. Glaser: "As origens da Comunidade Terapêutica sem drogas: uma história retrospectiva", defende a idéia de que elas existem há mais de dois mil anos.

Uma comunidade de essênios em Qumran, que reunia pessoas com "problemas da alma" (temores, angústias, descontroles emocionais, paixões desvairadas), tinha uma "Regra da Comunidade" ou "Manual de disciplina", muito parecido com as normas existentes em nossas Comunidades Terapêuticas.
Mais tarde movimentos registrados na Inglaterra e nos E.E.U.U. (Grupos Oxford, A.A., Sijnanon e Day Top), apresentavam todos uma clara motivação ética e espiritual e, até hoje, influenciam uma parcela considerável de Comunidades Terapêuticas em todo o mundo. Em 1953 o psiquiatra escocês Maxwell Jones propôs o que foi denominada de "3ª Revolução na Psiquiatria". 
A Comunidade Terapêutica proposta diferia em tudo dos hospitais psiquiátricos então existentes. Estes apresentavam uma estrutura rigidamente hierarquizada e que atuava de modo autocrático. Havia muito pouca comunicação entre as pessoas dos diferentes níveis e uma passividade dos internos, mantidos na ignorância do que se passava ao seu redor e, principalmente, em relação ao seu tratamento.

A proposta de Maxwell Jones, realmente revolucionária, era a de democratizar essa estrutura diminuindo drasticamente a separação entre os diferentes níveis, estimulando a comunicação entre todos os membros, incluindo todos (inclusive o ambiente) no processo terapêutico, fazendo com que os internos participassem da condução do dia-a-dia da Comunidade. As Assembléias Gerais com a participação dos internos, todos com o direito de perguntar e de expor suas idéias, garantiam a manutenção dos objetivos propostos.

Os resultados alcançados foram bons, mas a prática indicou algumas correções de rumo, sem prejuízo das diretrizes básicas. Maxwell Jones havia ressaltado a participação ativa dos internos na própria terapia, a comunicação social democrática e igualitária, o envolvimento de sentimentos, permitindo a redução de tensões sociais.

Elena Goti, em 1997, lembrando que a CT não se destina a todo tipo de dependente, diz que ela deve ser aceita voluntariamente e que o residente é o principal ator de sua cura, ficando a equipe com o papel de proporcionar apoio e ajuda.
George De Leon, em 2000, enfatiza que a CT é uma abordagem de auto-ajuda, fora das correntes psiquiátricas, psicológicas e médica. Fala sobre a natureza terapêutica de todo o ambiente, sobre sua grande flexibilidade, no enfoque da pessoa como um todo e diz que é um processo a longo prazo, que deve resultar em mudança pessoal e no estilo de vida. Finalmente, adverte sobre o perigo de serem introduzidas práticas que contrariem a essência da proposta da CT.

A Comunidade Terapêutica para o dependente químico, graças à sua grande flexibilidade tem sido adotada em países com diferentes formas de governo, de culturas diversas, de vários graus de desenvolvimento e de religiões diferentes. Quando seus princípios básicos são respeitados os resultados obtidos são bons, o que explica sua multiplicação constante em todos os continentes.

FONTE:
http://www.febract.org.br/
Bibliografia Básica
1. DE LEON, George. A Comunidade Terapêutica: Teoria, Modelo e Método. Ed. Loyola, 2003;
2. FEBRACT. Drogas e Álcool - Prevenção e Tratamento. Ed. Komedi, 2001;
3. GOTI, M.E. La Comunidad Terapéutica - Um desafio e la droga. Ed. Nueva Vision, 1990.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

RAIOS DE SOL ADQUIRIU CERTIFICAÇÃO FEDERAL



Há quase dez anos salvando vidas, exercendo o “Décimo Segundo Passo”, devolvendo alegria às famílias, trazendo seres humanos de volta a vida e provando que Viver, Vale a pena; a Família Raios de Sol está comemorando uma importante conquista!
Por toda seriedade e eficiência na “guerra” contra a “maldição do século”, por sua excelente qualidade de atendimento, por seus altos índices de recuperação, por trabalhar de forma honesta e transparente dentro de toda legalidade exigida pelos órgãos Municipais, Estaduais e Federais; a Raios de Sol agora está certificada pelo Governo Federal a atender todos e quaisquer órgãos governamentais e autarquias públicas, no Brasil e também no Mundo!
Esta Certificação comprova que todo trabalho feito com amor e dedicação premia a quem prima pelo amor, honestidade e lisura, qualidades inerentes a Família Raios de Sol desde a fundação da Comunidade.
E o trabalho árduo não pode parar; principalmente agora que a preocupação e responsabilidade aumentam diante desta importante conquista.

Raios de Sol, com amor, honestidade e transparência, a quase Dez Anos provando que Viver, Vale a Pena! 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ADICTO - DEPENDENTE - USUÁRIO - VICIADO
É TUDO IGUAL?
         
         Teoricamente estes termos citados acima e outros não relacionados significam, na linguagem popular, a mesma coisa.
         Salvo em situações que estas e outras sejam usadas com designação de duplo sentido para se relatar fatos ou coisas distintas.
         O termo mais usado pela maioria de quem se encontra em recuperação, e que polemicamente discordam, é a palavra “ADICTO”; usada erroneamente para rotular quem vive ou viveu no “mundo” das drogas ou conexos.
         Se diz que este termo é usado erroneamente porque, uma vez estando fora da rotina do uso de drogas, a mente tem que trabalhar a recuperação como algo que não faz mais parte dessa rotina. Adicção é o vício, e geralmente está relacionado com drogas ilícitas e seu uso; conseqüentemente adicto é quem está no uso.
         Pois bem; é necessário se fazer saber que seu subconsciente é um armazenador de informações, e que posteriormente ele vai transmitir, indiretamente estas mesmas informações para seu consciente; é como diz um dito popular, “a gente é aquilo que a gente come”, assim como “a gente é aquilo que a gente pensa”.
        O uso do termo “adicto” por vezes repetido incute de forma inconsciente no subconsciente de quem se auto intitula, ou a alguém a quem intitulam, a idéia de que a pessoa é um usuário/viciado/dependente-ADICTO em atividade, causando uma sensação de conforto no tocante a sê-lo; causando também dificuldade e resistência ao abandono da pática do uso. Bem, se está em recuperação, se abandonou a rotina da adicção, se deixou de usar drogas, e isto serve também para casos do alcoolismo; o correto é que se alimente o subconsciente com a idéia de que não fazem mais parte daquela “vida”; ou seja, não é mais um adicto, mas, sim, correta e beneficamente que é um ADICTO EM RECUPERAÇÃO.
         Isso pode gerar atá uma certa polêmica, ou gerar dúvidas para quem está acostumado e usa de forma muito banal o termo Adicto. É compreensível; já que isto se tornou tão comum, que até mesmo quem tem consciência da lógica de uso correto do termo, acaba se confundindo. No entanto, a “doença” do uso das drogas e alcoolismo, da qual todos que um dia foram acometidos e se recuperam ou, desgraçadamente, aqueles que ainda não entraram em recuperação; precisam adiquirir consciência e a certeza de que é uma doença incurável, e que a vigilância terá que ser eterna. 
         Por isso se diz que, beneficamente, há de se usar todas e quaisquer armas em favor da recuperação; e uma das maiores e melhores delas é trabalhar a própria mente para que se possa prosseguir em uma vida normal, curtindo esta recuperação, e aproveitando a felicidade de se viver em um mundo limpo, consciente, sem drogas ou artificialidade; ou seja, viver a realidade e a vida de forma plena, liberta de coisas que um dia entraram na vida do adicto para a destruição e infelicidade.

         Se você é um dos que não faz mais parte daquele mundo infeliz das drogas ou alcoolismo, se está em recuperação sendo um vencedor, exerça o Décimo Segundo Passo, leve a mensagem; sempre firme no propósito de seguir em frente. 
         Seja você também um grande exemplo de que ser um ADICTO EM RECUPERAÇÃO é a prova que Viver, Vale a Pena!

TEXTO E FORMATAÇÃO: Enivaldo Nery

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

INFORMAÇÃO!
UMA ESPÉCIE DE VACINA CONTRA AS DROGAS!

Inevitavelmente, a ignorância é um fator de influência negativa em inúmeras áreas de nossa vida; e ser hipócrita, alienado ou ser arredio a isso, é estar extremamente vulnerável à ser atingido direta ou indiretamente pelas drogas, ou as problemáticas alusivas a elas, como o alcoolismo por exemplo.
"Droga" hoje em dia é um assunto que não pode mais ser discriminado ou evitado; não havendo mais este ou aquele lugar para serem disseminadas as informações com o intuito de conhecimento, alerta e prevenção.
Para quem pensa que "drogas" é um problema dos outros, ou que as informações sobre o assunto não cabem neste ou naquele lugar, desejamos que consiga encontrar alguma forma de se tornar imune ao problema; pois, para a maldição das "drogas", infelizmente, não existe escudo intransponível. 

FONTE:  BIFILMES 1/https://www.youtube.com/user/BIFILMES1

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ALCOOLISMO-INFORMAÇÃO, uma grande arma contra!

Alcoolismo, todos estamos vulneráveis!


Por ser liberada indiscriminadamente, a bebida alcoólica é um dos maiores perigos no mundo das drogas. Subestimada pela sociedade é, comprovada clinicamente, umas das principais portas de entrada para o submundo dos vícios e da adicção ativa. E o alcoolismo é uma grave doença, que torna toda e qualquer pessoa suscetível aos seus malefícios.

FONTE: CANAL "SEM ÁLCOOL" 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DROGAS E ALCOOLISMO-INTERFERÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

Afastamento do trabalho por uso de drogas 
cresce 180% 

Dados do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) revelam que, de 2009 a 2014, na região Noroeste do Estado, houve aumento de 182,6% no número de pessoas que recebem auxílio-doença por causa do consumo de drogas - principalmente crack e cocaína - e de 47% para casos de alcoolismo. Nos últimos cinco anos, 3.575 moradores da região passaram a receber auxílio-doença pelos transtornos motivados pelo uso de drogas. Até agosto deste ano, outros 781 trabalhadores foram afastados do emprego, por causa do consumo de drogas. O INSS não discrimina o número de auxílio por entorpecente consumido pelo beneficiado. No total, 4.356 pessoas estão afastadas.

O número de afastamentos devido ao consumo de álcool também aumentou, nos últimos cinco anos. Em 2009, 166 passaram a receber o auxílio-doença; já em 2013, o número subiu para 245. O que representa um aumento de 47%. De janeiro a agosto deste ano, 150 pessoas foram afastados do emprego, por causa do consumo de álcool. No total, o INSS já beneficiou 1.179 trabalhadores.

Para pedir o benefício, o trabalhador precisa comprovar por meio de perícia médica a impossibilidade de exercer a função, em razão ao consumo da droga ou do álcool. O valor recebido depende do salário do trabalhador e vai de R$ 724 a R$ 4.390,24. De acordo com o gerente regional do INSS, o período de afastamento depende de avaliação médica. É levado em consideração a idade, a atividade exercida pelo beneficiário e o tipo de tratamento a que ele será submetido, entre outros. Ela afirma desconhecer os motivos que possam explicar o aumento do número de pedidos de auxílio-doença devido à dependência química.

Para o psicólogo do Centro de Convivência É de Lei, de São Paulo, o aumento no número de auxílio-doença para usuários de droga e de álcool está relacionado à busca dos dependentes por ajuda médica. Para o profissional, existe uma quebra de tabu para se falar de drogas e, consequentemente, a coragem dos usuários de buscar tratamentos. Ele afirma que antes as pessoas não queriam tocar no assunto drogas. Agora, o usuário está se conscientizando de que pode procurar tratamento, ou sejam, eles (dependentes químicos) estão tomando coragem para falar que é um usuário e precisa de ajuda.


Autor: OBID 
Fontes: http://www.antidrogas.com.br/ 
                 DIARIO WEB

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

E AINDA HÁ QUEM DIGA QUE NÃO É DROGA!

E AINDA HÁ QUEM TEM A CORAGEM DE DIZER QUE NÃO É PREJUDICIAL!

 Estudo afirma que maconha causa "caos cognitivo" no cérebro

Estudo afirma que maconha causa caos cognitivo no cérebro

Os pesquisadores descobriram que a atividade cerebral fica descoordenada e inexata durante os estados de alteração mental com resultados similares aos observados na esquizofrenia. O estudo, produzido por cientistas da Universidade de Farmacologia de Bristol (Inglaterra), analisou os efeitos negativos da maconha na memória e no pensamento, o que pode provocar redes cerebrais “desorquestradas”.

O doutor Matt Jones, um dos autores da pesquisa, equiparou o funcionamento das ondas cerebrais ao de uma grande orquestra na qual cada uma das seções vai estabelecendo um determinado ritmo e uma afinação que permitem o processamento de informações e que guiam nosso comportamento. Para comprovar a teoria, Jones e sua equipe administraram em um grupo de ratos um fármaco que se assemelha ao princípio psicoativo da maconha, a cannabis, e mediram sua atividade elétrica neuronal.

Embora os efeitos nas regiões individuais do cérebro tenham sido muito sutis, a cannabis interrompia completamente as ondas cerebrais através do hipocampo e do córtex pré-frontal, como se as seções de uma orquestra tocassem desafinadas e fora de ritmo. Jones indicou que estas estruturas cerebrais são fundamentais para a memória e a tomada de decisões e estão estreitamente vinculadas à esquizofrenia.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

RAIOS DE SOL
SOB NOVA DIREÇÃO
Acreditamos que Viver, Vale a Pena; por isso, cada vez mais buscamos aprimorar nossa qualidade de atendimento!
Com novos profissionais extremamente capacitados, técnicas modernas de tratamento; e o carinho e dedicação de sempre, que são marcas tradicionais da
"Raios de Sol"; a mais de nove anos recuperando vidas!
ATENDIMENTO 24 horas
19/3876-5275
EMERGÊNCIAS
19/99173-1165

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


DEPENDÊNCIA QUÍMICA
SEUS CANDIDATOS TEM PROPOSTAS?


Dos candidatos que concorrem nesta Eleição 2014, os que estão aptos a serem eleitos, segundo fonte do TSE, 10 concorrem a Presidente; conseqüentemente são 10 candidatos a Vice.  Para Governador em todos os estados incluindo DF, são 168. Para Senador são 169; para Deputado Federal temos 6.141 candidatos; para Deputado Estadual são 14.890 concorrentes; e por fim, para Deputado Distrital concorrem 938.
Bem, candidatos espalhados pelo Brasil têm de todos os tipos, com todas e quaisquer espécies de propostas ou projetos.
Agora, dentro das propostas e promessas de praxe, como melhorias na Saúde, Emprego, Habitação, Educação, ou até mesmo aquelas que você Eleitor, anseia ou sonha; se você já escolheu seu candidato, você observou se este tem alguma proposta ou projeto concreto que envolva a DEPENDÊNCIA QUÍMICA, DROGAS, ALCOOLISMO, OU TRATAMENTO PARA A DOENÇA QUE ESTÁ ASSOLANDO A HUMANIDADE?
Tenho observado campanhas, acompanhado debates, e assistido algumas vezes o horário eleitoral na TV; e não vi nenhum candidato, nenhum dos pretendentes aos cargos citados acima, sequer mencionar problemas com drogas; a não ser em citações de melhorias da Segurança com relação para combate ao tráfico.
Cabe a nós cobrarmos antes; porque, o normal depois da Eleição é você, fatalmente, não vê-lo nunca mais; pelo menos por quatro longos anos.
Escolha bem sim, seus candidatos, e se tiver oportunidade de conversar antes com um deles, faça este lembrete, cobre alguma espécie de atenção à doença da Dependência Química e tudo mais que a envolva.
Mesmo que você não tenha este tipo de problema, ou nunca tenha tido nenhum envolvimento, lembre-se de quem tem e sofre com a doença.
Com certeza isto fará o bem, não só ao adicto que sofre; mas, a todo mundo; principalmente ao seu coração!
TEXTO: Etc... Nery-Radialista (Brasileiro; voluntário na "guerra" contra a doença)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MACONHA, DROGA SIM, E UMA DAS MAIS PERIGOSAS!

Maconha, entre nós: 1,5 milhão usam todo dia

Maurício Martins 

Mais de 1 milhão e 500 mil brasileiros, incluindo adolescentes, consomem maconha todos os dias. Já o uso da droga pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, é admitido por 3,4 milhões de adultos e 470 mil adolescentes entre 14 e 16 anos. Chega a oito milhões o número de pessoas entre 18 e 59 anos que experimentaram a droga alguma vez na vida, ou 7% de toda a população brasileira.

Os dados fazem parte do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no início do ano e divulgado ontem em São Paulo. Foi a primeira amostra detalhada sobre usuários de drogas no País, seguindo padrões internacionais. Em 2006 a Unifesp fez outra pesquisa, menos abrangente.

Segundo o estudo, o primeiro contato com a maconha acontece principalmente antes dos 18 anos, segundo respostas dadas por 62% dos entrevistados em todo o Brasil, inclusive nas cidades da Baixada Santista.

Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor da Unifesp e um dos coordenadores do levantamento, a mudança da Lei em 2006, despenalizando o consumo de drogas, favoreceu o aumento do vício entre os adolescentes.

“As pessoas que têm transtornos decorrentes do uso de maconha são exatamente aquelas que começam a usar antes dos 18 anos, quando o cérebro está se organizando. Estudos mostram que 10% dos adolescentes que começam a usar com 14 ou 15 anos vão ter surtos psicóticos. Estamos falando de 50 mil adolescentes; olha o tamanho disso”, alerta Laranjeira, um dos maiores especialistas brasileiros no assunto.

Segundo o psiquiatra, a maconha é a única droga capaz de desencadear esquizofrenia, talvez a pior doença psiquiátrica. A proporção de adolescentes usuários é de 1.4 para cada adulto.

Dependência

A pesquisa comprovou que a dependência de maconha é bastante comum entre os usuários do entorpecente. Cerca de um terço dos adultos que usa fica viciado na droga. O dado parece mais claro com uma análise nos aspectos comportamentais avaliados: Cerca de um terço dos usuários adultos já tentou parar alguma vez e não conseguiu; 27% já tiveram sintomas de abstinência quando quiseram interromper o consumo da droga; 41% classificaram o uso como foram de controle.

“Não é um comportamento sem consequências”, avalia o professor da Unifesp.

Legalização

A maioria da população pesquisada não concorda com a legalização da maconha: 75%. Apenas 11% são a favor e 14% não têm opinião formada sobre o tema.

“A solução não é colocar o usuário de maconha na prisão, ninguém nunca defendeu isso. Mas é preciso uma certa intolerância com o consumo. Ou vamos para esse caminho ou para o caminho dos países que toleram o uso, e o consumo aumenta. A minoria defende a legalização. É essa minoria que vai pautar o que queremos para a sociedade?”, questiona Laranjeira.

Outros países

O índice de uso da droga no Brasil no último ano foi de 3%. O total parece pouco, mas segundo os responsáveis pela pesquisa, em números absolutos, é a mesma quantidade encontrada em países com maior prevalência do uso. No Canadá o índice sobe para 14%, nos Estados Unidos fica em 10%. Já o Japão tem apenas 0,20%.

A pesquisa

O Lenad foi realizado pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Unifesp, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e executado pela Ipsos Public Affairs. Foi concluído em março deste ano, com 4.607 entrevistas em 149 municípios. A amostragem, chamada de probabilística, é representativa de toda a população brasileira. 

Os entrevistados, de 14 anos ou mais de idade, responderam sigilosamente um questionário padronizado com mais de 800 perguntas que avaliaram o padrão de uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas, bem como fatores associados, como depressão, qualidade de vida, saúde física, violência infantil e domestica entre outros. Por enquanto, apenas os dados específicos sobre o perfil do usuário de maconha foram divulgados. O estudo custou pouco mais de R$ 1 milhão.


sábado, 28 de julho de 2012

Alcoolismo na Terceira Idade

por Dra. Larriany Giglio


A prevalência de transtornos relacionados ao uso de álcool entre idosos é maior do que se imaginava. Dados recentes revelam que o problema não costuma ser diagnosticado na terceira idade devido aos sintomas do alcoolismo serem atribuídos a outras doenças crônicas como demência e depressão ou, muitas vezes, ao próprio envelhecimento. 

Em um país em que a população está vivendo 25 anos a mais, comparado à década de 60, é este o momento certo para abrir uma discussão sobre o assunto. Transtornos relacionados ao álcool são comuns entre idosos e são muitas vezes subdiagnosticados, uma vez que os instrumentos de rastreamento mais utilizados e os critérios de diagnósticos atuais são voltados para pessoas mais jovens, e ainda, devido ao pouco preparo dos profissionais de saúde em abordar o problema nesta faixa etária. Sendo assim, ignoram evidências e questionamentos que ajudam a diagnosticar a dependência e, quando percebem o abuso do álcool, tratam como tolerável e não encaminham o paciente ao tratamento adequado.

Parece pouco, mas os efeitos da bebida nessa faixa etária também são graves: o fígado exibe redução da metabolização, o tubo digestivo diminui a capacidade de absorção, o estômago reduz a absorção de vitamina B12 e o pâncreas torna-se mais propenso aos quadros de pancreatites aguda e crônica. A polifarmácia e a utilização de medicamentos de venda livre aparecem como outros complicadores, podendo inclusive resultar em morte por associação de substâncias, como benzodiazepínicos e álcool.

O que leva os idosos a serem mais vulneráveis ao uso de álcool do que os jovens são os riscos maiores de efeitos adversos que eles apresentam, mesmo consumindo em doses baixas. É lamentável que o problema seja pouco avaliado e conhecido. A gravidade das alterações comportamentais e físicas torna extremamente importante a realização de estudos que compreendam esta faixa etária para que se possa conhecer a real extensão do problema por meio de medidas preventivas específicas e tratamento adequado.

FONTE : http://vencendo-o-alcoolismo.blogspot.com.br

quinta-feira, 12 de julho de 2012

NÃO SABE COMO LIDAR COM USUÁRIO DE DROGAS? PEÇA AJUDA


DROGAS E ALCOOLISMO NÃO É MODA! MAS, TAMBÉM NÃO É MOTIVO DE VERGONHA!

Com o crescente e dinâmico avanço do “Mal do Século XXI”, o uso de drogas e alcoolismo, infelizmente, daqui a alguns anos de cada dez pessoas, dez terão conhecido ou convivido com um usuário de drogas ou alcoólatra.

Raios de Sol



Um estudo da experiência do atendimento de grupo de familiares de usuários de drogas.
A idéia deste trabalho surgiu das inquietudes da vivencia profissional como
assistente social. A pergunta, como lidar com o usuário de drogas está presente nas diversas
áreas de atuação, seja no atendimento social, em reuniões clínicas de equipe, em
encaminhamentos, orientações, consultorias e capacitações. Não são apenas pessoas que se
relacionam diretamente com o usuário de drogas que tem esta indagação, profissionais de
diversos seguimentos também encontram dificuldades no trato com o dependente químico.
Desafiador é formular a resposta. A formação de conhecimento linear exige uma resposta
objetiva e resolutiva, ou seja, uma fórmula a ser seguida.


Júnia Teixeira da Costa


Veja um resumo do estudo e pesquisa de Junia Teixeira Costa com famílias de dependentes químicos e alcoólatras que buscaram ajuda na Associação Brasileira Comunitária e de Pais para Prevenção do Abuso de Drogas/ABRAÇO para enfrentarem os impactos do uso de substâncias psicoativas e o tratamento do usuário.
A Associação ABRAÇO é usada como referência em virtude de ser a fonte dos estudos da Pesquisadora Junia. No entanto, existem incontáveis locais e meios onde quem precise ou tenha interessa para que se possa buscar informações e ajuda. Em último caso é sempre recomendável que, na falta de opção competente, se busque informações em Postos de Saúde, Secretaria de Saúde de sua cidade, Polícia Militar, Bombeiros, Policia Civil, Guarda Civil Municipal ou Metropolitana; entidades governamentais que poderiam orientar e encaminhar quem precise e queira realmente ajuda.  


As famílias que participaram deste grupo buscaram ajuda na Associação Brasileira
Comunitária e de Pais para Prevenção do Abuso de Drogas/ABRAÇO para enfrentarem os
impactos do uso de substâncias psicoativas e o tratamento do usuário. O processo iniciou com o contato da família, pessoalmente e/ou por telefone, agendando a primeira entrevista com a assistente social onde foi feito o convite para participar do grupo. As reuniões do grupo ocorreram semanalmente sendo um total de seis encontros. A participação nas reuniões e atividades propostas foi voluntária. Assim foi trabalhada a complexidade das relações enfocando (valorizando) as vivências dos participantes onde o profissional se colocou numa postura do “não saber” exercendo o papel de coordenador das discussões. O grupo co-construindo uma nova visão do problema criando estratégias de mudanças de melhoria das relações familiares/sociais. A proposta respeitou as demandas das famílias tendo uma atenção ao demandante. As reflexões do trabalho foram flexíveis, seguindo os temas relacionados aos problemas trazidos pelos participantes.


Veja a transcrição do resultado no quadro abaixo, vale ressaltar que foi feita a cópia
do que estava escrito no papel, tal qual o depoimento dos participantes, não havendo correção do português.

Quadro das expectativas e avaliações feitas pelos participantes do grupo de familiares de
usuários de álcool e drogas/ ABRAÇO 2006

FAMILIAR
Expectativas
Avaliações
1
“Espero que vocês mim ajude a lidar com esta
situação e mim oriente porque eu não sei mais o
que fazer.”
“Para mim foi um grupo rico. Eu aprendi a lidar com a droga. O que
falar na hora certa. O que fazer e também como poder ajuda meu
filho. Sinto mais forte e confiante mais segura. Tive várias
experiências, aprendi coisas grandiosas e valorosas com o grupo. Só
tenho que agradecer por esta porta que me foi aberta na hora certa,
foi tudo que eu precisava no momento de angustia e fraqueza.”

2
“Que o filho pare de usar drogas.”
“Eu agradeço a atenção dispensada a minha pessoa, gostei de ter
participado das reuniões mas, não foi o que eu esperava da
instituição, pois esperava muito mais a minha expectativa é muito
maior eu creio que saí quase que da mesma forma que entrei,
desculpe a sinceridade, agradeço.”

3
“ como lidar com o dependente químico”

“Eu não achei “me encontrei”. Aprendi como lidar com as
dificuldades do meu irmão e ver que o problema que eu passo não
sou a única a passar, de certa forma existem famílias com problemas,
semelhantes e até piores que o meu. Aprendi a me posicionar diante
das dificuldades que ele me causa em resumo estou mais tranqüila e
sabendo mais a respeito dos meus limites das obrigações dele, isto
não só com ele ( meu irmão ) mas até com as outras pessoas e
inclusive com meus filhos. Obrigado a Abraço e o meu abraço as
pessoas que com carinho me acolheu.”

4
“Espero ajuda no sentido de me fortalecer para
ajudar meu filho a se encontrar, a se estruturar para
abandonar seus vícios e o grupo de amigos em que
ele se encontra inserido atualmente.
Preciso me sentir segura do que falar, de como
agir, de como me aproximar deste filho que tanto
amo.”

“Quando procurei a ABRAÇO, eu esperava encontrar fórmulas
para resolver os problemas do meu filho. Acabei descobrindo que
estas fórmulas prontas não existem. O que existe é um reconstruir das
relações, consegui me fortalecer, ainda estou no processo de
fortalecimento. Consegui sair um pouco do problema, pensar em
mim. Estou estudando novamente, estou enxergando minhas outras
filhas meu marido... e as coisas começaram a acontecer ( as coisas
boas, a aproximação mais saudável). Apesar de me sentir ainda
insegura em certas atitudes, estou mais aliviada. Estou aprendendo a
respeitar”

5
“Só teremos condições de ajudar alguém, se
tivermos condições de avaliarmos a proporções do
problema que a pessoa a ser ajudada está
enfrentando, para isso temos que fortalecermos
antes de partir para a tarefa de ajudar uma pessoa
que está necessitada de ajuda. Ajudem, mas usem o
coração”

“O resultado foi muito compensador, quando procurei a ABRAÇO
por intermédio de minha esposa, achava que estava já preparado para
ajudar minha filha, estava enganado, com o decorrer dos encontros,
vi muitos depoimentos de casos de usuários e dependentes de drogas
muito mais avançado, e pude ver o sofrimento de cada um, isso me
fortaleceu; e ajudará nas minhas tarefas futuras que irei enfrentar
daqui pra frente. A coordenadora Júnia foi muito de acordo com as
situações individuais de cada um, ao meu ver teremos uma nova vida
daqui pra frente e temos condições de estar ajudando nossos filhos e
outras pessoas.”

6
Aprender a lidar com o usuário

“Eu busquei ajuda porquê estava sentindo mal em todas áreas
deprimida, cativa, e como escrava de todos em minha casa.
Mas, encontrei a ABRAÇO e pessoas capacitadas que veio
revolucionou minha vida, me fez conhecer melhor e a enxergar o
outro todo. Estou muito fortalecida, feliz e certa que daqui para frente
serei outra. Foi muito bom, acho que deveria continuar. Gostei da
turma e a assistente é 100% boa. Amei.”



Refletindo

No espaço de conversação foi possível perceber os impactos nas relações familiares
causados pelo uso de substâncias psicoativas por um de seus membros. A descrição das
expectativas dos seis familiares observados remete a um processo de vivencias, o qual, de alguma forma cega os sujeitos dificultando o reconhecimento de estratégias alternativas.
Diante das expectativas dos familiares, fica evidente a formação do conhecimento
pautado na ciência linear, estática e objetiva que visa o controle pelo determinismo. É
possível distinguir o sentimento de busca de uma solução, de uma fórmula pronta para
resolver os problemas. As expectativas de como lidar com o dependente químico(Familiar,6)
ou que o filho pare de usar drogas(Familiar,2) ilustra um déficit de criatividade ao depositar o poder de solução em uma instituição.
Os familiares depositam na instituição e no profissional o poder de previsibilidade e
controle da situação. Vale ressaltar que ¨[...] o alcoolismo está inevitavelmente arraigado na rede de interações familiares. Essas interações incluem tanto comunicações abertas e impactos diretos como processos dinâmicos de grande sutileza" (GRIFFTH, 1987, p. 51), isto vem sendo observado também em famílias de usuários de outras drogas. Considerando a família fator de risco e de proteção para o uso de álcool/drogas, torna-se necessário incluí-la nas ações de trato desta questão. É importante lembrar que não é de competência única, mas de integração de uma rede de competências e estratégias para lidar com o uso de álcool/drogas.
Retomando as observações, aparecem sentimentos de frustração por não ter
conseguido resolver o problema quando um familiar diz que não sabe mais o que
fazer(Familiar,1). Por outro lado, surge nuances de culpa, de se auto-responsabilizam pelo uso
de álcool/drogas do ente querido. Um dos familiares coloca ¨preciso me sentir segura do que
falar, de como agir, de como me aproximar deste filho que tanto amo¨ (Familiar,4), mostrando
uma espécie de punição/obrigação por ter cometido um delito. A punição da culpa é retratada
na expectativa do familiar adquirir o poder de solucionar uma questão complexa e processual.
O sentimento aqui é de dar conta disto pois é sua obrigação por ter errado em algum momento
da vivencia familiar.
Faz-se necessário pontuar que a família de usuários de álcool/drogas passa por um
dose de estresse, comprometendo a integridade física e mental de seus membros. Isso foi
apontado nas expectativas dos familiares 1 e 5 respectivamente: ¨[...] eu não sei mais o que
fazer.¨; ¨[...] para isso temos que fortalecermos antes de partir para a tarefa de ajudar uma
pessoa que está necessitada de ajuda.¨ Mostra sentimentos de exaustão de tentativas
inconsistentes como dito na avaliação do familiar 6: “Eu busquei ajuda porquê estava
sentindo mal em todas áreas deprimida, cativa, e como escrava de todos em minha casa[..]¨.
No espaço de conversação o profissional coordena as falas se colocando na posição
de não saber, dando poder às vivências dos familiares. O poder circula no processo de coconstrução
de alternativas, desenvolvendo o potencial criativo dos participantes através de perguntas reflexivas.


REFERÊNCIAS E FONTES:

Júnia Teixeira da Costa – Assistente Social, Mestranda de Psicologia PUC/MG, Especialização em Atendimento a Dependência Química
PUC/MG – IEC; Especialização em Atendimento Sistêmico à Família, PUC/MG-IEC; Especialização em Administração de Recursos
Humanos - UNA/CEPEDERH-BH/MG.

GRIFFITH, Edward. O Tratamento do Alcoolismo. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

Associação Brasileira Comunitária de Pais para Prevenção ao Abuso de Drogas -ABRAÇO - Campo Grande / MS


Fonte Principal: www.fafich.ufmg.br

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